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Às vezes, não é escrever.

Atualizado: Nov 7

Às vezes, não é escrever.

Não são as palavras que resolvem.

Mesmo elas bem arrumadinhas, uma atrás da outra e na frente de uma outra, ainda melhor e mais forte (como sabem fazer muito bem os meus amigos Impostores), mesmo assim, não surtem o efeito dentro de você capaz de resolver o barulho interno.

Às vezes, não é escrever.

É outra coisa.

Esbravejar, talvez?

Empunhar uma bandeira?

Atravessar o Canal da Mancha nadando?

Sei lá.

O que você tem na caixola, muitas vezes, não é pra ser lido.

É pra ser explosivo.

Às vezes, não é escrever.

É um gesto. Um aceno.

É pra arrancar uma gargalhada.

Fazer alguém contrair o abdômen, curvar o corpo, socar a mesa de rir.

Às vezes, não é escrever.

É juntar gente (não numa pandemia, é claro) e cantar uma canção triste, tocar oboé ou dançar uma música alegre.

É não fazer sentido.

É não ser julgado.

O que você tem na mente não é pra postar no Facebook, no Instagram.

É pra poucos, mas atentos.

Enfim.

Às vezes, é escrever que passa.

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