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É do Brasil!

Os fracassos nas grandes capitais, como os de Crivella e Russomanno, e de nanicos como Dante Mantovani, o maestro que saiu da Funarte para tentar ser o Odorico de Paraguaçu Paulista, estão longe de significar ameaça à reeleição de Bolsonaro.


Festejar o fato de que Carluxo desta vez não foi o vereador mais votado no Rio é um erro tão grave quanto ignorar que desde 2000, quando se tornou o mais jovem da história do país aos 17 anos, ele vem sendo seguidamente mal avaliado em suas funções, processado por várias irregularidades (rachadinhas, gabinete do ódio) e, ainda sim, reeleito.


Noves fora ter sido o segundo mais votado pelos cariocas nestas eleições. Ele não se chama Carlos Crivella, nem Carlos Russomanno e muito menos Carlos Mantovani. É BOLSONARO, da linhagem Zero 123, um sucesso de votos.


Pode-se argumentar que Rogéria Bolsonaro, mãe dos rapazes, não se elegeu apesar do sobrenome. Primeiro, ela é ‘ex’. Segundo, é ex do capitão. Enquanto casada foi eleita pela primeira vez em 1992, reelegendo-se em 1996. Ao se divorciar, se separou também do eleitorado, apesar da generosa ‘pensão alimentar’ de R$100 mil recebida através do fundo partidário. Vai ver era ‘só’ isso mesmo.


Comparando com um grande prêmio, no retrovisor não há ninguém a ameaçar ultrapassagem e o presidente tem tempo suficiente para pitstops. Não necessariamente para corrigir ou calibrar algo, mas para passar essa impressão à sua fanática torcida.


Os adversários patinam na pré-temporada sem saber que pneus usar e sequer quem será o primeiro ou o segundo piloto de suas escuderias - nenhuma com a força de uma Mercedes, a tradição de uma Ferrari ou promissora como uma Red Bull.


Daí, somente durante os treinos irão decidir entre Hulk e Doria, Boulos e Freixo, Ciro e Lula. São só exemplos, pois está muito cedo para apontar quem vai sentar no cockpit da melhor baratinha. Se é que vai.


Daqui ao primeiro turno de 2022 faltam noventa e seis domingos. Periga vermos o capitão largando pole (com Mourão na direção defensiva, à qual já está acostumado), enquanto os demais se alinham nas últimas filas. Ou, pior, são obrigados a largar dos boxes.


Emerson Fittipaldi, apoiador do clã, pode ser chefe de equipe e ressuscitar a Coopersucar. Patrocínio não será problema.


Só falta botar o Galvão Bueno narrando a apuração em tempo real, para a desgraça ser completa. ACABOU! ACABOU! O BRASIL ACABOOOOOOOU!

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