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2020 - Um ano verdadeiramente impostor

Um ano que disse logo a que veio com uma cerveja contaminada matando nove pessoas.


Lá fora, a tensão entre EUA e Irã escalava forte, enquanto Harry e Megan esnobaram a realeza.


As piores queimadas da história começaram na Austrália e depois foram parar no Amazonas e na Califórnia.


Mas tudo mudou para sempre mesmo para nós com o vírus de Wuhan, com escala em Milão.


Lockdown, máscaras e falta de álcool em gel, farinha e papel higiênico nos mercados.


Zoom, Skype, Microsoft Teams e Google Meetings passaram a ser nossa voz, os nossos ouvidos e as nossas saudades.


No Brasil, só dúvidas e confusão. Mandetta, Teich e Pazuello, três ministros para não saber como lidar com a gripezinha, o histórico de atleta e a cloroquina.


Aliás, nosso líder foi um caso a parte.


Tantas mortes, mas e daí? Quer que eu faça o que? Não sou coveiro e todo mundo vai morrer um dia. Vacina aqui só no Faísca, o cachorro. País de maricas. A cada vacina que falha, mais uma vitória de Bolsonaro.


Em meio a essa inacreditável metralhadora giratória, Sérgio Moro caiu, acharam o Queiroz e indiciaram o Flavinho. E o tigrão Paulo Guedes virou gatinho.


Foram-se Olavo de Carvalho e com ele toda a ideologia. Ficaram o Centrão, o loteamento de cargos e o fisiologismo de sempre.


Pela primeira vez, não houve Jogos Olímpicos e Tóquio tem que esperar.


Beirute explodiu matando mais de cento e cinquenta.


George Floyd não conseguiu respirar mais e o antirracismo explodiu.


A sensação geral é de novos tempos e também não há mais espaço para Robinhos e Melhems.


Na política, as urnas deixaram o lulismo na lona e demonstraram que o bolsonarismo também não vai nada bem.


Do lado de cima, Trump perdeu por pouco para Joe Biden, mas ainda não se conformou.


O ano que nos tirou tanto também levou Neil Peart, Sérgio Noronha, Kobe Bryant e Kirk Douglas. José Mojica Marins, Cláudia Telles, Rui Chapéu e Affonso Arinos. Kenny Rogers. Daniel Azulay, Albert Uderzo e Ellis Marsalis Jr. Moraes Moreira, Rubem Fonseca, Lee Konitz e Aldir Blanc. Flavio Migliaccio, Ciro Pessoa, Little Richard e Gilberto Dimenstein. Antonio Bivar, Ennio Morricone, Chadwick Boseman e Gerson King Combo. Quito, Zuza Homem de Mello, Coutinho e Eddie Van Halen. Cecil Thiré, Sean Connery, Lan e Vanusa. Fernando Vanucci, Tom Veiga, Paolo Rossi e Diego Armando Maradona.


Nossa esperança para 2021 ganha novos nomes como Coronavac, Pfizer e Oxford.

Mas o fato é que o novo coronavírus retirou nosso ar, nossa liberdade e nosso carnaval do ano que vem.


E segundo os dados oficiais levou principalmente até o dia de hoje, 20 de dezembro, a vida de um milhão, seiscentos e oitenta e sete mil, novecentos e setenta e cinco pessoas.


E contando.

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