Buscar

A gênese.

A ideia, mais luminosa e inovadora que a lâmpada de LED, foi do Mentor Neto.


Em agosto de 2019, formamos um grupo de Wazzap para, dividindo nossas alegrias e frustrações, compartilhando nudes e fotos de animais de estimação, estreitar nossos laços de camaradagem.


Sempre cuidando uns dos outros, percebemos que o Neto, cansado

de ser ofendido e bloqueado, estava prestes a acompanhar o Fernando Canhadas, se desconectando das redes sociais e se tornando mais um “Farialimer”.


Àquela altura, o Canhadas já havia substituído a internet pela patinete e o gin tônica pela kombucha, o Márcio Alemão largado mão dos truques de mágica e deixado o Black em uma feira de doação, e o Nelson Porto parado de repetir posts antigos e brigado com seu alterego, Mestre Wong.


Como estava tudo muito estranho mesmo, demos irrestrito apoio ao Neto.


Ressabiado com a entusiástica unanimidade e com os problemas de abstinência do Canhadas, nosso mentor abandonou a tola ideia (que nem original era) de se pirulitar, e criou mais uma ferramenta para interagir no universo virtual paralelamente à sua prolífica atuação no Facebook, Instagram e Twitter.


Ao invés de uma freada de arrumação, uma pisada no acelerador: um site só pra gente chamar de nosso!


Para injetar autoconfiança em um grupo combalido pela perseguição implacável de combativos haters, foram convocados o Fábio Fernandes e o Hermes Zambini.


Eu cheguei a duvidar que o Fábio viesse a aceitar o desafio, quando um dos impostores me mostrou um vídeo que rola no YouTube desde 2008, mostrando o heroico cruzmaltino dependurado da marquise do estádio de São Januário ao ver seu time mais uma vez rebaixado para a segunda divisão.


Ninguém melhor indicado para o momento que atravessávamos.


E o Hermes... ah o amigo Hermes. O cara que ao ingressar no movimento jamaicano “Legalize It” criou a campanha “Dogalize-se”, pregando que “mais que humanizar, podemos dogalizar nossas relações da vida”. Era o que faltava para voltarmos a abanar o rabo, sacudir a poeira e dar a volta por cima.


E assim, em um emblemático 1° de abril e em meio a uma pandemia global, nasceram Os Impostores.


Pessoas-animais, ideias idem. Internamente, um oásis de harmonia, verdadeira irmandade. Sem grosserias, só críticas construtivas. Uma usina não poluente de conteúdo: crônicas, críticas, ensaios (gostamos do termo), máximas, mínimas, filmetes e até poesia.


Com layout revolucionário, plataforma ágil, uma criteriosa curadoria na seleção dos convidados para nossas lives, um rigoroso conselho editorial e uma revisora de textos como a Ro Campino, nos tornamos um case.


Um case quase perdido. A monetização propiciada pelos R$20,00 anuais pode até parecer pouco para nossos assinantes. E é. Mas é menos ainda para nós, ao fim da divisão, descontadas as taxas.


Não nos queixamos, pois temos sido convidados para diversos webinares nos quais tentamos justificar nossa vã existência e explicar nosso meteórico fracasso.


Só reclamamos das pataniscas do restaurante que o Fábio escolhe para nossos encontros.


E aí é que eu entro, levando a turma pro Frevinho, já que ao Rio eles só vem a serviço.



50 visualizações4 comentários

©2020 by Os Impostores