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A mesma porcaria.

Atualizado: Out 1



Trump e Bolsonaro são a mesma porcaria.

A mesma coisa, sem tirar nem por.

A treta do imposto de renda de Trump, revelada no domingo por uma matéria-bomba do New York Times é a versão americana das rachadinhas do filho do nosso excelentíssimo.

Ou dos 80 mil reais que a Micheque recebeu.

Ou ainda dos 14 apartamentos que a mulher 02 do presidente comprou.

Trump pode posar de rico, mas o NYT mostrou o que todos já desconfiavam: Está quebrado há anos, graças a sua própria incompetência empresarial.

Já Bolsonaro posa de moralista e cristão mas é a favor da ditadura e da tortura.

No fim das contas nenhum dos dois é quem diz ser.

A safadeza do ministro Ricardo Salles, que na segunda-feira cumpriu a promessa e passou a boiada, derrubando normas importantíssimas para o Meio Ambiente, tem o carimbo Bolsonaro.

Negar o aquecimento global tem o carimbo Trump.

Se o daqui tá pouco se lixando para a pandemia, o de lá garantiu que a epidemia passaria “como mágica” em março.

Tão parecidos os dois que, não por coincidência, lideram os países que estão em primeiro e segundo lugar no número de mortes por covid-19.

São da mesmíssima laia os dois.

O de lá garante que se não houver um muro, o México invadirá os EUA.

O daqui jura que se deixar na mão da esquerda, isso aqui vira a Venezuela.

São patéticos os dois.

Dois amorais. Dois egoístas, homofóbicos e reacionários.


E não adianta você ficar aí pensando “É...mas o Bolsonaro é melhor porque...” ou “Ah, mas prefiro o Trump porque...”

Essas relativizações só servem para minimizar o mal que esses dois canalhas causam para o planeta.

Não tem melhor.

Os dois são o lixo da história e jamais estariam no poder se não fossem as redes sociais, as Cambridge Analytics, as fake news e a polarização que faz gente inteligente optar por um extremo para fugir de outro.

Acabou o centro.

Acabou o meio termo.

Acabou o consenso.

E o mal, claro, não se limita a eles dois.

Os dois são ótimas representações de uma parcela importante da população dos dois países.

Trump é a tangibilização do Red Neck ultra nacionalista.

Bolsonaro, por sua vez, representa a forma de pensar da nossa elite mais tacanha.

Justamente essa elitezinha imbecil de São Paulo que briga no Gero e diz que vai ligar para “o meu delegado”.

Ou desfila pelo Leblon decretando o fim da pandemia.

Os dois representam a maioria tosca, burra, maria-vai-com-as-outras da classe média e as elites mais medíocres e conservadoras.

Não foram eleitos à toa esses dois.

Convenceram suas castas com mentiras estapafúrdias, por isso, para cada Bolsominion existe um Trumpominion.

E considerando as perspectivas atuais, serão mais 4 anos de cada.

Ou, como diria Woody Allen, “a comida nesse asilo é uma porcaria. E ainda por cima vem pouco”.

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