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Anjos

Em março de 2016, Dilma Rousseff pré-datou um termo de posse de ministro da Casa Civil e mandou um fiel servidor entregá-lo ao nomeado, a quem avisou pelo telefone: ‘Você espera aí que o Bessias está indo aí te levar um papel, ok? Tchau’.


A resposta de Lula viralizou: ‘Tchau, querida’.


Parafraseando o que o doutor Wassef diz hoje sobre Fabrício Queiroz, Lula não era foragido, não era procurado. Era apenas um ‘averiguado’.


Em 24 horas, os ‘vagabundos’ do STF anularam a canetada de Dilma, sob o fundamento de que o real objetivo do ato era tirar o ‘averiguado‘ da jurisdição do juiz Sérgio Moro.


Em fevereiro de 2017, Michel Temer ofereceu às pressas um ministério ao amigo Moreira Franco. O ‘Gato Angorá’ tinha o codinome repetido mais de trinta vezes em uma planilha de propinas apresentada por um delator na Lava Jato.


Ele também não estava fugindo da polícia. Como diria o ilustre causídico Wassef, ele não passava de outro ‘averiguado’, mas, removida a blindagem, Moreira e Temer chegaram a ser presos preventivamente.


Precavendo-se contra o impeachment, Temer se rendeu ao Centrão. Roberto Jefferson - sempre ele - já era um réu condenado no Mensalão, mas queria cargos para o seu grupo para assegurar a ‘governabilidade’. Restou a Temer nomear Cristiane Brasil, ministra do Trabalho.


Toda emperequetada para a posse, uma liminar do STF a suspendeu. Ela não era uma foragida. Porém, mais que filha, era politicamente teleguiada por Jefferson, além de ter umas pendências sob averiguação.


Chega Jair Bolsonaro e o seu ministro que se encalacrou feio com os ministros do STF. Grosso com quem não gosta e fofo com aqueles que bajula, na hora do aperto, Abraham Weintraub pediu ‘um abracinho’ e ganhou um cargo no Banco Mundial.


Não. Não estava com oficiais de justiça ou policiais em seu encalço. É só mais um ‘averiguado’ em inquéritos no STF, cujos próximos desdobramentos podem resultar na