Buscar

Armados e Pelados

Atualizado: 29 de Set de 2020

Motoqueiro, paraquedista, nadador, piloto de jetski, pescador, atirador. Nem o Fernando Collor dos anos oitenta seria páreo. Não tem para ninguém no quesito aventura.


Se não tem perfil de estrela do Canal Off, Jair Bolsonaro faria um puta sucesso num reality show tipo Survivors, enfrentando o... o... próprio Collor? O Nicolás Maduro? O Sérgio Moro? E se o Fidel...? Aí sim.


Um adversário à altura é o Vladimir Putin. Pronto.


Vem o sorteio do teatro de operações. Os russos queriam o inverno siberiano, mas deu verão amazônico. Começamos com o mando de campo.


Após um período de laboratório - Jair no DOPS o Vlad na KGB, que juram não existir mais - ambos são conduzidos de olhos vendados para uma clareira no ponto mais ermo da selva.


A apresentação lembra aquelas pesagens do Ultimate Fighting. De peito nu, bermuda camuflada, óculos Ray-ban e coturno do exército vermelho, Putin encara fixamente um Bolsonaro de camiseta regata, calça de moletom e chinelão Rider, que exclama: ‘Brasil acima de tudo e...’ é interrompido por Putin: ‘Como diz o camarada Lukashenko, lavem as mãos, bebam vodka, façam sauna!’


Um não entende (e não gosta) do que o outro fala. A recíproca é verdadeira.


O árbitro ordena que se dispam e explica as regras: devem se ajudar mas não vale dedo no olho. Nos olhos, reforça.


Já pelados, Bolsonaro rasga a camiseta e a amarra na testa, como a bandana do Rambo, e Putin levanta o óculos e aponta para a cicatriz no abdome do adversário.


Rola o seguinte diálogo: