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As nádegas generosas da viúva.

No século passado, antes de me aventurar na publicidade, trabalhei no jornal A Gazeta, em São Paulo.

O editor Gumercindo Fleury teve a coragem de me designar para cobrir os trabalhos da Assembleia Legislativa e colaborar na seção Destaques Políticos.

E lá se foi o jovem foca para uma sala de imprensa repleta de talentosos veteranos:

Lúcio Pavan, Enio Pesce, Roland Marinho Sierra, Ricardo Sergio Mendes,

Victor Azevedo, entre outros.

E foi na coluna de Lúcio, nos Diários, que li pela primeira fez, a expressão "mamar nas tetas da viúva." A viúva representava o Estado e em suas tetas se nutriam os corruptos.

De lá para cá, o saudoso Lúcio Pavan sem dúvida iria distribuir ironia por situações inusitadas. O PT contribuiu com os dólares na cueca - um esconderijo que virou marca registrada do partido dos trabalhadores. E também já houve dinheiro guardado em panelas, meias, guarda-roupas.

Eu pensava que já tinha visto tudo.

Mas o senador Chico Rodrigues, vice-líder do governo, inovou.

Tentou esconder 38 mil reais entre as nádegas. Sim, isso mesmo. 38 mil reais junto ao orifício anal. Entre as nádegas ditas republicanas.

De repente, as tetas da viúva são substituídas pelas generosas nádegas da dita cuja.

É uma cena que tento apagar da mente. Tenho pena do Lobo Guará, impresso na nota de duzentos reais e preso no rabo do senador.

Enfim, esse país está uma merda.










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