Buscar

Assumo!

Vamos lá, monkeyhood. Ao contrário de vocês, eu não só assisto o Big Brother como assino o canal BBB pay-per-view.


Tenho 24 horas para espiar o que rola na ‘casa mais vigiada do Brasil’ e interagir através dos simuladores de paredão, dos BBBmaníacos, dos templates... vocês aí tão mais por fora que candidato eliminado, né não!? Mais desatualizados que o analógico Pedro Bial, que passará o resto de seus dias entrevistando ex-presidentes como o Obama e ex-padrastos como Woody Allen.


Acesso o BBB pelo computador, celular, tablet, mas curto mesmo ver na telona da minha Smart TV, com aquele efeito mosaico que exibe várias imagens simultaneamente, me deixando ainda mais por dentro de todos os babados em tempo real.


As câmeras exclusivas do meu pacote trazem ângulos e closes que revelam absolutamente tudo. Um furtivo pentelho entre os dentes, uma ereção meia bomba, uma unha encravada...


Sem conhecimento de causa, mal acaba um episódio, vocês saem arrotando regra sobre o comportamento dos brothers, sisters e bristhers. Traçam perfis pseudo-sociológicos, lacrando, cancelando. Um pé no saco.


Além das provas de esforço, são as festas temáticas que mais me atraem. Essa última que teve como convidados Os Barões da Pisadinha, foi demais.


Sensíveis ao tesão reprimido que pairava no ambiente, eles cantaram: ‘E na hora que você tava suadinha, e eu dei uma chupadinha, você arrepiou’... Eu vi até a passagem de som.


Também tem os diálogos que varam a madrugada debaixo dos cobertores. Dá para captar tudinho. Vocês não sabem de nada.


Por isso, me desculpem, mas me acabo de rir da ignorância de vocês, que passam pelo programa acidentalmente ao zapear o controle remoto ou, pior, que se baseiam no que leem nas redes sociais e na revista Contigo.

78 visualizações1 comentário