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Catarse.

Essa semana experimentei uma coisa diferente: uma catarse.

A dor de ver minha cachorra doente, depois de ter perdido o Major, o melhor cachorro de todos os tempos, há 4 meses, se misturou a uma emoção quase inexplicável.

Bilu, minha cachorra que ainda está doentinha, e a cachorra mais linda de todos os tempos, precisou fazer uma transfusão de sangue.

Luciana, a melhor veterinária de todos os tempos, pediu uma bolsa ao banco de sangue de cachorrinhos.

No dia seguinte, lá estou eu chegando com a Bilu e seus 50 quilos de força e músculos.

Luciana olha pra mim de um jeito estranho e, emocionada, diz que a bolsa de sangue havia chegado.

Sim, era isso que eu esperava e o que estava combinado.

Estendeu o braço e aproximou a bolsa dos meus olhos dizendo: veja o nome do cachorro que doou o sangue pra Bilu.

Na bolsa estava escrito. Doador: Major.

Luciana era a veterinária do Major também.

Nem preciso dizer a emoção que tomou conta da gente por aquelas poucas horas seguintes.

Porque Major não é um nome de cachorro comum e aquilo fez um barulho danado nas cabeças envolvidas.

Mas, e a tal catarse?

Aconteceu quando cheguei em casa e fiquei sozinho, com a cabeça misturando mel de abelha com bicarbonato de sódio, como diriam Os Novos Baianos.

Chorei até ficar com dó de mim, como diria Chico.

Depois gritei e pedi pela Bilu.

Falei com meu pai, minha mãe, com o Major, Deus, Jesus... toda a turma.

Minha mulher chegou e eu abracei, chorei, amei, beijei.

Como diria o motoboy, foi bem louco.

Mas foi bom, muito bom.

Agora, leio no final do texto do Fabio, algo que pensei na hora também: tem muita gente sofrendo de verdade e eu aqui, tendo “catarsezinha”.