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Contos do Vigário.



São muitas as versões sobre o conto do vigário.

Em todas elas, um vigarista e o objetivo de tirar dinheiro dos incautos.

No século passado, havia até uma certa ingenuidade.

Um cidadão mineiro comprou a frota de bondes de São Paulo, crente que fazia um grande investimento na mobilidade urbana apesar de, naquela época, mobilidade urbana ainda não se chamar mobilidade urbana.

Outro cidadão, mais moderno, comprou a frota de ônibus da CMTC (Companhia Municipal de Transportes Coletivos).

Muito famoso também o conto do bilhete premiado aplicado geralmente na Praça da Sé.

Lembro do conto do vigário oficial: Doe Ouro para o Bem do Brasil. Os paulistas, em apoio ao golpe militar, participaram ativamente da campanha dos Diários Associados. Foram doados anéis, corrente, broches, relógios e até dentes de ouro pois o patriota não se importava de ficar banguela desde que livre do comunismo.

Hoje, os golpes são mais sofisticados .


Os contos do vigário mais perfeitos do atual século são aplicados pelos Planos de Saúde e pelos Bancos.

Lesam milhões dos incautos. Não deixam pistas e gozam da cumplicidade dos governantes.

Dignos sucessores dos vendedores de bilhetes premiados na Praça da Sé.


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