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Eu, bombeiro.


Meu tio-avô, Naul Azevedo, foi comandante ou algo parecido de uma unidade do Corpo de Bombeiros de São Paulo.

Um dia meu pai me levou para conhecer o quartel, penso que praça Clóvis Bevilacqua.

Para um garotinho, maravilha ver aqueles carros vermelhos, sinetas e o comportamento dos soldados no poste de escorregamento..

Hora de ir embora.

Meu pai e eu íamos pegar o ônibus 17 na Praça da Sé mas o comandante Naul mandou que o menino fosse levado para casa num sidecar.

E lá fui eu, vento na cara, a descer a Conselheiro Furtado, virar na Pires da Motta e entrar na Vila 456 sob os olhares espantados da molecada.

Sei que eventuais leitores devem estar indignados com o mau uso do sidecar, um bem público.

Mas como já prescreveu penso que até a Lava Jato há de concordar: não há embargo infringente que destrua uma recordação de infância tão deliciosa.



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