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Eu sou você amanhã.

Enquanto escrevo este post, os EUA registram 23.604 mortes por covid19.

Quer ter uma ideia de quanta gente é isso?

São 8 vezes mais óbitos do que no ataque às Twin Towers.

Ou 10 vezes o número de americanos mortos em Pearl Harbor.

Veja aí no título quanto tempo faz que escrevi esse post e faça as contas. A cada minuto que passa, morre mais 1,3 americanos.

Vítimas do que Trump chamou de “uma gripinha”.

Americamos que morreram à espera do milagre que Trump, no início da crise, anunciou que viria para evitar um massacre.



Ontem, pela performance em sua mais recente coletiva, Donald Trump está sendo responsabilidade pela maior demonstração de descontrole de um presidente diante das câmeras em toda a história americana.


Enquanto os EUA assumem o primeiro lugar no mundo em casos de contaminação e óbitos por coronavírus; enquanto o número de mortes por covid19 se aproxima de 25.000; enquanto a economia americana está estagnada, ameaçando não só uma recessão, mas uma depressão, o presidente Trump recorre ao Twitter e a uma coletiva para tentar criar a ilusão de que teria "autoridade total" para intervir nas decisões dos governadores de fechar seus estados para evitar o pior.


"Autoridade Total" que o presidente não tem, mas acha que tem.


Do lado de cá do Caribe, nosso presidente se espelha no americano.

E ainda não chegamos nem perto do pico.


Para quem se saiu tão bem do processo de impeachment, praticamente reeleito na opinião de especialistas, Trump está conseguindo botar tudo a perder.

E Bolsonaro, sem perceber, está se isolando e indo para o mesmo caminho.






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