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Fanáticos bolsonaristas determinam o fim do sentido da expressão "batom na cueca".

Atualizado: Abr 30

Chupa, petralhada, ganhamos mais essa: ninguém é mais fanático que nós.

Vocês são pinto.

Lobão disse que discutir com petista era igual a jogar xadrez com pombo?

Pois o Lobão não segurou 10 minutos a onda de rezar pela bíblia da Igreja Messiânica Edaística.

Para quem não sabe, o edaísmo é a celebração maior do cagaísmo e andaísmo.

Carlos Vereza também não curtiu.

Moro desistiu de entender.

Nossa liturgia funciona assim: toda vez que o Papa Messias se dirige a nós, fiéis, com indagações do demônio de Gutemberg - vade retro tipo móvel, papel-jornal, microfone e rotatórias - a assembléia grita em uníssono "E daí?”


Papa - O PIB foi de 1%.

Todos - E daí?

Papa - Eu sou Messias mas não faço milagre.

Todos - Amém.


Papa - Seu filho é acusado de rachadinha e o Queiroz sumiu.

Todos - E daí?

Papa - Eu sou Messias mas não faço milagre.

Todos - Amém.


E assim vai.

O cagaísmo e andaísmo, origem arcaica do edaísmo, nem sempre influenciou o estilo do Papa Messias, nem tampouco o nosso, seus deficientes visuais seletivos, amantes fanáticos do ódio fanático.

Num passado não muito remoto, nós exigíamos o julgamento sumário dos petistas corruptos que juravam por São Lula que seu deus não sabia de nada, não participou de nada, seus filhos não tinham nada a ver com ele, sua mulher tampouco, seus ministros, chefes de casa civil, líderes de partido, enfim, lembramos bem daquele tempo em que eles não sabiam que seríamos eles amanhã - muito mais religiosos, que fique claro.

Hoje não aceitamos pré-julgamentos de nenhuma espécie, à não ser, claro, se ainda é contra esses bandidos comunistas que se infiltram em toda parte nos fazendo amá-los para depois nos decepcionarem sem dó ou arrependimento.

Por outro lado, melhor nem perdermos tempo comparando nosso total desprezo por batons cuecais.

Nós, xiitas bozonitas da Idade Média, já conseguimos superar todos os recordes da escala Ásnica, famosa por medir o gap jumental entre um fato e a interpretação deste, por uma pessoa com tendências ao asnismo.

Saibam vocês que o nível ásnico máximo era, até recentemente, o de 100 pontos jumentais, atingidos quando Dilma foi ridicularizada por querer estocar vento, fazer a pasta voltar para o dentifrício e revelar que 10% eram 15% de 25%, que seriam 75% de 10% - ou coisa que o valha - e os religiosos fundamentalistas da seita petista acusaram os críticos antais de machistas misóginos patrimonialistas da casa grande.

Agora esses 100 pontos parecem ridículos.

Bastaram 100 minutos de governo do nosso mito mitocôndria para que o antigo recorde fosse pulverizado.

Olavo Carvalho, os meninos travessos da família querida, Joice Hasselman, Alexandre Frota também ajudaram, temos que reconhecer.

Mas de lá para cá, uma sucessão de palavras e atitudes de deusmelivrismo já nos levaram ao patamar dos 1.000.000 de pontos jumentais! - o equivalente a 100 mil éguas submarinas.

Coronavírus, Polícia Federal, papel da mulher, negros, gays, arroubas de gordos, ministros demitidos, a jornalista que queria dar o furo, você parece terrivelmente gay, todo mundo vai morrer, meu filho pegou metade do condomínio, o outro fez cheesburguer, minha sogra é traficante e a mãe dela mudou a data de nascimento na certidão, tudo o mais que foi proferido, simplesmente entrou por uma orelha e foi vomitado imediatamente pela outra.

Não estamos nem aí.

Foda-se - sim, também não nos chocamos com foda-ses.

E daí, e daí, e daí, e daí? - respondemos em êxtase.

Nós somos o rebanho pronto para ser imunizado da gripezinha.

Não vemos nada de errado.

Nunca.

Jamais.

Nós somos imbatíveis.

Desistam: entenderam?

Ou vocês são muito bolsonaros para entender?








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