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I May Destroy You

Atualizado: há 3 dias


Vamos falar da série do ano.

Não.

Não é a série do ano porque é boa, apesar de ser.

É porque é hypada.

Quer um exemplo?

Está com 97% no Rotten Tomatoes.

Pense nisso: The Sopranos, que, para mim é uma das melhores séries já produzidas, tem 92%.

Claro que é uma comparação injusta, porque I May Destroy You foi lançada em 6 de julho desse ano, então ainda não passou pela prova do tempo. Mas não deixa de ser digno de nota uma avaliação tão boa.

I May Destroy You é a Fleabag desse ano. Lembram de Fleabag? A série de 2 temporadas, que consagrou Phoebe Waller-Bridge?

Digo isso porque as duas séries dividem algumas características comuns.

As duas são inglesas, as duas criadas por mulheres, as duas têm suas criadoras como protagonistas.

Mas I May Destroy You é mais moderna na linguagem, cheia de cortes inesperados e situações pouco comuns.

Trata de um momento terrível na vida de Arabella Essiedu (Michaela Coel), uma jovem escritora londrina (Sem spoilers. Você descobre no segundo episódio).

Apesar da gravidade da situação pela que passa a protagonista, a série é tratada com um tom de comédia, graças ao roteiro e atuação de Micaela.

É a segunda série criada pela atriz e roteirista de 33 anos que já havia escrito Chewing Gun e atuado em Law & Order, Black Mirror, RuPaul's Drag Race entre outras.

A direção de arte é bem bacana, o casting é ótimo, roteiro interessante.

A estrutura é, às vezes, confusa, com uma narrativa não linear no tempo.

Talvez por isso, a série tenha mais episódios do que necessário.

São 12, mas poderia facilmente caber em 8, disse Neto, o crítico de séries que nunca produziu nenhuma.

Vai ganhar um monte de prêmios. Aposto.

Assiste lá e depois comente.

Está na HBO.






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