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Lá como cá.

Em 2017 a Transparência Internacional atraiu a ira da esquerda ao declarar que a condenação de Lula foi ‘um sinal significativo de que o estado de direito está trabalhando no Brasil e que não há impunidade, mesmo para os poderosos'.


No início de 2020, já na era Bolsonaro, a entidade fez o seguinte alerta: ‘A corrupção continua sendo um dos maiores impedimentos para o desenvolvimento econômico e social do Brasil e, depois das eleições de 2018, fortemente influenciadas por uma agenda anticorrupção, o país experimentou uma série de retrocessos nas suas estruturas legal e institucional de combate à corrupção’.


No ranking divulgado por ela, o Brasil ocupa a 106ª posição no Índice de Percepção da Corrupção, empatado com Albânia, Argélia e Mongólia.


Regionalizando, na América do Sul estamos muito mais próximos da Venezuela (a pior colocada) que do Uruguai (o melhor).


A InSight Crime, que estuda as organizações criminosas da América Latina, explicou que Nicolás Maduro não combate a corrupção que grassa em seu governo por ter ‘mais interesse na lealdade do que na honestidade’ de quem o cerca.


Maduro rebate os críticos de sua peculiar métrica, decretando: ‘No hay corrupción en Venezuela!’.


Bolsonaro ecoa o negacionismo de Maduro: ‘Não há corrupção no meu governo!’ e, partindo dessa premissa, entrega cargos a ‘quem bebe cerveja comigo no fim de semana’ ou para alguém com quem mantenha ‘união quase estável’.


Ele compara essas ONGs a tumores que provocam uma espécie de metástase na imagem do país: ‘Vocês sabem que ONG não tem vez comigo, não é? Boto pra quebrar com esse pessoal. Não consigo matar esse câncer chamado ONG’.


Maduro segue o improvável relator: ‘Son unas organizaciones que viven de los reales del imperio, son venezolanos de nacimiento y se van al mundo a hablar porquería de Venezuela’.


As afinidades não param por aí.


Com relação à pandemia, por exemplo, é difícil adivinhar qual dos dois chefes de estado postou o seguinte no Twitter: ‘Parabenizo a equipe científica da saúde de nosso país, que trabalha de boa fé e amor para proteger a saúde das pessoas. Com eles, avançamos na produção de cloroquina, um medicamento eficaz para o tratamento contra o Covid-19’. Não. Não conto quem foi.


Quanto aos rebentos, se Zero Um tem seu esquema com Fabrício Queiroz, Nicolasito tem como ‘testaferro’ o empresário Santiago Morón.


Lógico, tudo não passa de coincidência, até porque Bolsonaro é liberal e Maduro é comunista.

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