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Nossa doença tem nome.

Se não fosse uma tragédia, se não fosse um crime, se não estivesse aí, registrado, ninguém acreditaria.

Se não houvessem milhares de mortes testemunhando o genocídio que o presidente da república impõe dia a dia com seus gestos, com suas decisões, com suas falas, com sua narrativa, seria inacreditável.

Um pesadelo.

Uma história que ninguém acreditaria.

Mas é tudo verdade.

Os ministros da saúde desistiram de colocar seus CRMs a serviço desse fascista.

Então o presidente colocou um general sem experiência no assunto, mas que se presta a esse vergonhoso complô.

Agora surge o nome de um empresário. O ex-dono da escola de línguas Wizard.

Wizard é um empresário.

Não tem nenhuma experiência em saúde, como o general.

Mas aceita cumprir essa nojenta tarefa de enganar a população.

Segundo ele, é necessário recontar os casos, para provar sua tese que mortes por outras doenças estão sendo contabilizadas como covid-19.

Quando se sabe, em todo o mundo, que no Brasil ocorre justamente o contrário.

Como testamos 15 vezes menos que outros países, especialistas (que não são generais, nem empresários) alegam que temos de 7 à 9 vezes mais casos e mortos.

Se isso for verdade, e não temos nenhuma indicação lógica ou factual que não seja, já somos o país com o maior número de casos.

Mas não é o que quer provar o presidente e sua gang criminosa.

Ou alguém duvida que a recontagem vai resultar em números ainda menores?

Sem uma auditoria séria desses números, apenas nas mãos do governo, quem poderá confiar nesses números mágicos?

Tem mais.

Em sua desvairada cruzada por enterrar a verdade junto com os mortos, o presidente decidiu dificultar a divulgação dos números diários.

Ontem, junto aos canalhas que ainda o seguem no chiqueirinho, Bolsonaro informou que o governo divulgará os números apenas depois do final do Jornal Nacional.

Mais uma canalhice que mostra como pensa o mito.

E ainda há quem aplauda.

Na maior epidemia do século, o criminoso que dirige o país apenas confunde a população, sem uma política clara, com um ministro que não dá entrevista, nem recomendações e agora mais essa: assumem que vão maquiar os números.

É surreal, inaceitável, bizarro que em 2020 o governo nos imponha esse estado de coisas.

Quem acha que "as instituições estão preservadas", pense novamente.

Não estão.

As "instituições" são um acordo social entre todos nós. E esse acordo, tem um único objetivo: a vida de cada cidadão.

A vida, composta por condições de saúde, educação, saneamento, alimentação, emprego e a possibilidade de sonhar e planejar o futuro com segurança.

Quando dezenas (em breve centenas) de milhares de brasileiros morrem por incompetência do governo, as "instituições" estão, sim, ameaçadas.

Quando um poder confronta os outros, mente, ameaça, as "instituições" estão ameaçadas.

A única solução é ir as ruas e derrubar esse governo.

Brasileiros vão morrer de covid-19. Mas não podem continuar morrendo de Bolsonaro.

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