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O chato de galocha.

Atualizado: Set 27

Viajar é muito bom. Quase todo mundo gosta. É uma delícia.

Mas, quando você viaja para países do chamado primeiro mundo, aí voltar da viagem não é tão legal.

Mata saudades de uma coisa ou outra e tal, mas depara com a precariedade da vida aqui no terceiro mundão.

Mas nada é mais chato que o chato pós-viagem.

Minha mãe querida dizia “aquele chato de galocha”.

Eu adorava essa expressão.

Mas é aquele cara que gostaria que você fizesse a viagem dele.

É fácil encontrar esse tipo por aí.

E a conversa fica mais ou menos assim:

Chato: - Opa! E aí chegou de férias? Foi pra onde?

Eu: - Nova York.

Chato: Putz, adoro Nova York... você foi naquele lugar na 34 com 45 que tem o algodão doce mais gostoso do mundo?

Eu: - Não...

Chato: - Cara, perdeu... aquilo não existe. E aquele restaurantezinho no Soho que só cabem 4 pessoas?

Eu: - Não... é que..

Chato: - Nossa... cara ir pra NY e não ir nesse restaurante é como não ir... o Woody Allen às vezes passa lá e toca clarineta... é imperdível.

Eu: - Jura?

Chato: - Mas você foi naquele food truck que vende o kebab mais gostoso do mundo?

Eu: - Não fui...

Chato: - Ah não!! Cara... é o quarto truck de quem vem do Metropolitan. Tem uma fila de 6 horas, mas é imperdível...

Eu: - Puxa.

Chato: - Você foi naquele restaurante novo no Brooklin onde os garçons andam de cabeça pra baixo e jogam a comida na sua cara?

Eu: - Não fui.

Chato: - Meu... perdeu... esse lugar é louco demais e você só pode chegar depois das 3h da manhã e entrar plantando bananeira.

Eu: - Eu durmo cedo.

Chato: - Ah... mas em viagem não tem essa de dormir cedo, tem que aproveitar... e o que mais você gostou?

Eu: - Então... foi só uma escala, eu fui pra São Francisco.

Chato: - Jura? Eu adoro São Francisco. Você foi naquele...

Eu: - Peraí... peraí ... você já foi pra puta que pariu? Então vai!

E se tiver alguma dica boa, me manda pelo Whats

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