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O crepúsculo do macho em uma noite do Leblon.

Em plena Dias Ferreira, duas popozudas de biquíni desfilando num conversível conduzido por um playboy, enfureceram uma patricinha que jantava com as filhas e o namorado.


Sobraram xingamentos e sopapos. A ‘mocinha de família’ admitiu ter atirado uma garrafa d’água na ‘mulher da vida’, que por sua vez jactou-se da bofetada desferida na ‘recalcada’:


- Bati, bati sim, com força e foi um tapa bem dado.


Em típica reação de macho alfa em briga de rua, Aline retrucou:


- Não pegou. Eu me esquivei. Sou boa de esquiva.


As protagonistas: no carrão as empresárias Priscilla Dornelles e Scheila Mack; no restaurante, a arquiteta Aline Araújo.


Antecipando-se aos órgãos de imprensa e aos sites de fofoca, nossas estrelas postaram suas versões sobre o episódio em redes sociais, agregando milhares de seguidores para suas contas. Viralizaram. Lacraram. Nada contra, na real.


O pitoresco ficou por conta do papel secundário reservado à lamentável participação masculina no episódio. Dois reles figurantes.


Maurício - no contexto, o nome já é piada pronta - hipnotizado pela bunda de Scheila, nem percebeu quando a sua Aline arremessou a garrafa no objeto de seu ciúme e, apesar de sentado à mesa, foi incapaz de se erguer a tempo de evitar o revide. Quando finalmente despertou do estado de catatonia, o conversível já ia longe.


Como um ‘Oscar’ para a sua ridícula atuação, ficou com a peça do biquíni que, sem querer, arrancou da parte menos atraente da calipígia Scheila, para frustração geral. Deve ter dedicado o troféu à orgulhosa Aline.


Mais insignificante foi o papel de Will, o dono do carrão, que sequer apareceu nas diversas lives. Nem uma ‘pontinha’ digna de cachê-quentinha.


Para atrair holofotes, Wilton Vacari Filho - esse o nome - declarou:


- Acordei no dia seguinte com meus amigos de Londres me mandando os vídeos. Até minha avó recebeu. Não consigo responder todo mundo. Tem mais de mil mensagens.


Mil e ninguém viu o Will. No máximo, a turma de Londres identificou o possante e os popozões. Vovó, muito provavelmente, nem isso.Tentando levantar a própria bola murcha, ele recorreu ao surrado expediente da carteirada:


- Só pra constar, sou engenheiro da Petrobras, não pago mulher. Não banco ninguém, porque não preciso.


E, referindo-se às subcelebridades para quem dirigia, completou:


- Elas dividem comigo a conta do bar.


Sim, ele as deixa pagar. Foda, o Will.


Ainda que desempenhando papéis antagônicos num script sem mocinhos, Will e Mauricinho são a prova mais eloquente de que não se faz mais homens, como antigamente.


Nessa onda feminista, o protagonismo é todo delas. Para o bem e para o mal.


Resta-nos o ocaso.



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