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O estranho caso de Serafim que não encontrou a estátua de Borba Gato.

Atualizado: Jun 20


Borba Gato foi um bandeirante paulista que iniciou suas atividades com o sogro, o famoso Fernão Dias Pais. Faleceu em 1718 mas mereceu uma homenagem via a estátua do escultor Júlio Guerra, inaugurada em 1963.


Trata-se de uma obra grandiosa com 13 metros de altura e com o peso, anote bem, de 40 toneladas, que domina a avenida Santo Amaro. Desde sua inauguração, o Bonecão, como é conhecido, dividiu a opinião dos paulistanos. Para alguns um monstrengo. Para outros, uma obra de arte feita para o povo. Contra ou a favor, ninguém é indiferente em relação ao assombroso bandeirante que virou cartão postal da cidade. Aliás nem sei como cabe num cartão postal.


Em todo caso, isso me faz lembrar a história do Nerinho. Já separado de dona Cora, ele soube que seu ex-cunhado, Serafim, morador em outro Estado, viria pela primeira vez a São Paulo.


Era uma boa oportunidade para cobrar a dívida de 1000 reais que já se tornava vintage.

Tratativas de lá, tratativas de cá, Nerinho marcou um encontro num lugar que facilitaria a vida de um novato na cidade. Ao pé da estátua do Borba Gato.. Não havia como errar.


Esperou por duas horas. Quando conseguiu localizar o devedor, pelo celular, esse explicou: “Andei por toda avenida Santo Amaro e não consegui achar a estátua do bandeirante”.

Meu amigo concluiu, até com bom humor, que se o ex-cunhado não enxergou aquele gigantesco, ciclópico, corpulento, descomunal, mastodôntico, faraônico, astronômico Bonecão, ele, Nerinho, nunca mais iria enxergar a cor do dinheiro.



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