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O pior papel de Regina Duarte.

Atualizado: Mai 9

Pronto.

Lá se foram 40 minutos e 25 segundos da minha vida, que nunca mais vão voltar.

Gastei assistindo a Secretária Especial de Cultura, Regina Duarte, em sua surreal entrevista à CNN.

O chilique é o que mais foi divulgado.

Quem dera fosse só isso.

A entrevista na íntegra revela uma pessoa desvairada, confusa, muito mais do que apenas despreparada para o cargo.

Não surpreende.

A namoradinha do Brasil, a Malu Mulher é a vidraça de sua classe e não faz ideia de como lidar com a rejeição.

Regina Duarte ainda está abestalhada por constatar que não faz a menor ideia do que se espera dela, nem em ações, nem em discurso.

É evidente que ela aceitou o cargo para emprestar seu nome ao presidente que admira.

Bolsonaro faz isso sistematicamente.

Se vale de uma celebridade e usa o prestígio do nome em sua política populista.

Não é uma estratégia nova ou incomum.

É só imoral, já que não leva em conta o preparo, ou mesmo as intenções do indivíduo que terá enorme poder sobre um setor qualquer do governo.

Foi assim com Moro e com a própria Regina, só para citar dois exemplos.

Fica evidente que ela foi colocada ali para ficar quietinha e apenas assinar o que seu presidente mandar.

Por sua vez, como o presidente, está no lugar errado, na hora mais errada possível.

Porta-se como uma criança que ganhou um carro zero.

Está deslumbrada mas não faz a menor ideia de como usar.

Então leva uma “colinha“ sobre o que fez nos últimos 60 dias sem sequer saber se fez mesmo alguma coisa.

Estranho para quem decorou roteiros a vida toda.

Ao menos desse constrangimento poderia ter se poupado.

Demonstra não só sua incompetência para o cargo (beirando a incompetência também para o convívio social) como sua absoluta insensibilidade, ao sugerir que a ditadura matou muita gente, “mas que as mortes estão sempre ao lado da vida”, como se as mortes das ditaduras fossem naturais, coisas da vida, que acontecem.

Durante toda a entrevista, quem assiste divide com ela a insegurança.

Ofende os jornalistas que fazem perguntas simples, que alguém minimamente preparado poderia responder. Maitê Proença em sua pedante mensagem, que também atua uma indignação exagerada.

O fato de tantos artistas terem morrido e ela não ter emitido nenhuma opinião ganha uma importância muito maior que deveria, porque suas respostas confusas levam a crer que, também como o presidente e vários ministros, mistura suas crenças pessoais com o papel de um representante do governo.

Durante toda a entrevista, atua.

Encarna um personagem que se diz “leve”, que quer “pensar no futuro” e repete a frase que “não vai carregar um cordel de mortos nas costas” quando se refere à ditadura e ao COVID-19, como se as mortes ocasionadas por ambos fossem equivalentes.

Diz se sentir traída, porque a entrevista não é o que combinaram.

Não se sabe o que combinaram.

Provavelmente passar pano no governo, como tem feito a CNN.

Neste caso, no entanto, os jornalista se portaram de forma dura. Cobrando e colocando a atriz na parede.

Para encerrar, cortam o feed de Brasília quando Regina ainda estava lamuriando, ofendida.

No final, num país jogado no lixo pelo presidente, nada mais adequado que a Cultura esteja nas mãos da Rainha da Sucata.

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