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O Terror.

Bolsonaro e Russomano representam, no fundo, a mesma coisa: um país cujo eleitor médio é tacanho, inculto e conservador.

Um país onde a elite não presta.

Incapaz de juntar lé com cré o rico e o pobre nacionais.

Boa parte desses eleitores é novo.

Um sujeito que tem hoje 28, quase 30 anos, desde que é eleitor nunca tinha visto um partido diferente do PT vencer uma eleição.

Pense nisso.

Pense em como esse infeliz queria mudar o status quo.

E o PT, como sabemos, se auto-implodiu e levou com ele não só toda a esquerda como também toda e qualquer oposição.

Esquerda, Socialismo e por tabela Social, Progressista, viraram palavrão.

Diversidade, Ecologia, Arte, tudo coisa de comunista.

A única ideia política aceitável que restou foi gerida em Curitiba.

A Lava Jato vendeu muito bem a ideia de que um novo Brasil estava nascendo.

Morte aos corruptos.

Caciques empresários e políticos em cana.

E a Lava Jato, desconfio, nem era necessariamente um projeto da Direita.

Mas virou.

Graças ao peso da imagem de Lula e ao fato de ser o PT a bola da vez em Brasília, foi fácil para a Direita juntar os pontos na cabeça do eleitor imbecil.

PT = PODER. PODER = CORRUPÇÃO. PT = CORRUPÇÃO. CORRUPÇÃO = ESQUERDA.

Para tornar essa equação mais palatável para o ignorante, maioria esmagadora do país, a Direita se valeu de imagens gráficas como "o Brasil vai virar uma Venezuela" e mais um exército de Fake News.

Para coroar, pegam o Moro e colocam à direita do todo poderoso.

E graças à polarização das redes sociais quanto mais à direita, melhor.

Acabou.

O que poderia ser um projeto de higienização e reforma política, virou adesivo de Honda Civic.


Como se não bastassem os cumulonimbus conservadores que tomaram o céu, ainda veio a pandemia e a necessária ajuda emergencial.

A versão do Quem Quer Dinheiro? da política caiu justamente no colo do pior presidente que o Brasil já teve.

Bolsonaro, portanto, não apenas expurgou o PT, acabou com corrupção, destruiu a esquerda, como também joga dinheiro pela janela.

São 9 anos de Bolsa Família distribuídos em apenas 5 meses, obrigado corona.

Tudo mais é bobagem.

Não há nada que Bolsonaro faça que derrube sua popularidade.

Como é que não vai estourar nas pesquisas?

Claro que vai.

Vai e ainda leva de reboque os mais medíocres políticos do país.

O pêndulo das preferências políticas acabou por desmascarar um novo brasileiro, diferente do brasileiro turístico.

O mundo que amava o Brasil libidinoso e libertário, aquele que desfila nu na Sapucaí, aprendeu que, no fundo, somos uns conservadores ignorantes.

Um povo que, calado, inerte ou cúmplice, prova ser tão patético quanto seu presidente.


São Paulo, capital, não deixa cair a peteca da pasmaceira geral que tomou a Nação.

Coloca como favorito para a prefeitura Celso Russomano.

Um sujeito que passou a vida polemizando o irrelevante.

Humilhando caixas de supermercado.

Capitalizando em cima de uma pretensa "defesa do consumidor" que não passa de cortina de fumaça para justificar televisão e audiência de péssima qualidade.

Celso Russomano é a versão civil do Bolsonaro.

E, se for eleito, pode usar a catapulta da prefeitura de São Paulo (aquela que lançou Doria e afundou Haddad), para ampliar por mais uns dez anos a hegemonia do conservadorismo na política brasileira.


Sobre o vibrador da Angélica não tenho nada a dizer.

Não é meu.

E se eu fosse casado com o Luciano Huck teria uma coleção deles.

É isso.

Hoje estou amargo.

Assistam a Live!

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