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O velho normal.


Tudo como dantes no quartel de Abrantes.

A frase foi de um emissário de Dom João, quando Napoleão tomou o castelo de Abrantes, a caminho de invadir Portugal.

Serve para nossa vidinha.

A quarentena acabou.

Acabou, vai, vamos falar sério.

Povo já está nas ruas de novo.

Barzinhos lotados no baixo Leblon, Shoppings de São Paulo bombando, sabe como é, né?

Tudo como dantes.

Quando a pandemia começou, existia essa esperança que o ser humano sairia melhor depois de tudo isso.

Ainda não acabou.

Os gráficos de contaminação e mortes continuam subindo.

Nada de achatamento de curva.

E o ser humano, pelo menos essa espécie de humanos que se desenvolveu aqui no Brasil, continua o mesmo.

Pouco se lixando com a maior pandemia do século, ou com o próximo.

Hoje, em nossa pós-Live, Helinho Saboya e Fernando Canhadas lembraram dos assaltos que voltam a acontecer.

Segundo Hermes, é a demanda reprimida da criminalidade.

Deve piorar com o desemprego que vem por aí. Mais de 25 milhões de cidadãos.

E o governo se recusa a botar todo mundo em casa e abrir os cofres.

Porque dinheiro tem. Só em reservas, quase 400 bilhões.

Se reservas não servem para isso, não sei para que servem.

Ainda estou esperando o ser humano melhor.

Mas tenho a sensação de que ele vai me deixar à espera.

Não existe nada que faça o dinheiro perder a força.

Estamos há décadas informados sobre o perigo do aquecimento global e não fazemos nada.

Tem que ser muito otimista para achar que a pandemia mudaria alguma coisa.

A mesma motivação que nos fez ignorar o aquecimento global, faz um monte de imbecis achar que "a pandemia acabou" ou que "o pior já passou".

Vai piorar antes de melhorar.


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