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Ode ao pano de prato (amigo da quarentena).

Atualizado: Ago 6

Não só pano, nem só de prato

Da pia, do fogão és o senhor da cena

Sempre útil e sempre úmido

Deus dos deuses da quarentena

Fiel companheiro do labor culinário

Esgarça-te súbito sem sofrimento

Algoz dos pingos e dos respingos

Ó rei dos reis do confinamento

És mais que um pano, és grande amigo

Protege-me heroico das fôrmas quentes

Vendido em semáforos por preço módico

É tu quem uso em fornos ardentes

Pano de prato, amigo do peito

Nessa pandêmica tristeza

Seca-te nobre sobre a torneira

Em bordados que enfeitam a tua beleza

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