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Recado ao presidente.

Está no Lauro Jardim de ontem uma das mais contundentes notícias dos últimos tempos.

Frederick Wassef informou que não há como negar sua relação com Bolsonaro, porque tem tudo registrado em fotos e vídeos.

Para bom entendedor, meia palavra.

A fala de Wassef continua ainda mais esclarecedora:

— Tenho tudo guardado à sete chaves.

Por que você guardaria provas de sua relação com o presidente da república “à sete chaves”?

Há que ser muito ingênuo para não entender o que o advogado pretende com essas o informações.

Começando pelo começo:

O vínculo clã Bolsonaro com as milícias do Rio, principalmente com o Escritório do Crime, são boatos ainda não comprovados.

O Escritório do Crime é a milícia/assassinos de aluguel, supostamente mataram Marielle Franco.

Suspeita-se que Flávio Bolsonaro foi parceiro do capitão Adriano da Nóbrega no Escritório.

Escondido na Bahia, Adriano foi morto pela polícia em condições ainda não esclarecidas.

Sua mãe e sua mulher foram assessoras de Flávio Bolsonaro.

A mulher, depois da morte de Adriano, sumiu. Queiroz, supostamente, injetava o dinheiro das rachadinhas no Escritório do Crime.

Sua mulher também está desaparecida.

Wassef era o “braço jurídico” dessa cambada.

Um arquivo vivo.

Ora, é evidente que Wassef sabe que tem um alvo na testa.

Por isso o recado para o presidente.

Suas fotos e vídeos guardados à sete chaves precisam vir à tona.

O MP carioca não pode deixar essa declaração de Wassef se diluir no mar de lama desse governo.

Para se proteger, ontem Wassef anunciou, de um jeito cifrado porém óbvio, que tem provas que comprometem o presidente.

Quanto mais tempo a relação dos Bolsonaro com as milícias vai continuar sendo apenas boato?

Está mais do que na hora de Queiroz e Wassef dizerem o que sabem.

O país não pode ficar parado esperando esses dois canalhas falarem. Ou morrerem.

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