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Reseñas do Cañadas


Está oficialmente inaugurada a primeira coluna de crítica literária dOs Impostores.

A partir de amanhã, vocês, leitores assinantes, terão a oportunidade absolutamente perdível de ler toda segunda-feira, em primeira mão, a crítica literária de algum livro feita por este impostor que vos fala. Este que, obviamente, não é nem um crítico e nem um literário.

Mas se tenho um vício nesta vida é ler. Leio normalmente um - ou dois ou três, em CNTP - livros por semana, seja sobre o que forem: romances, política, distopias, reportagens, novelas, biografias, contos, crônicas, poesias etcetera e mais etceteras.

Deste hábito nefasto e anacrônico surgiu a ideia de compartilhar com vocês, impostores leitores tais como eu, minhas impressões sobre o que ando lendo.

Antes de iniciarmos essa experiência, compartilho meu ritual ao abrir um novo livro - vai que vocês, na carência de alguma referência, queiram embarcar nessa comigo.

Fica já a primeira dica: preparem tudo antes.

Encontro primeiramente um bom lápis apontado (só sei ler rabiscando) e, em seguida, coloco uma boa música na vitrola (de preferência um cool jazz como Stan Getz, Miles Davis, Chet Baker, John Coltrane, Sonny Rollins ou qualquer coisa assim, ou, a depender do livro, um erudito como Schubert, Brahms, Chopin, Bach ou congêneres) e arrumo uma poltrona confortável em um local com boa iluminação.

A partir daí, o nível de êxtase e deleite que a leitura me propicia passa a ser de outro patamar.

Por fim, para ficar mesmo perfeito, preparo dois drinks de diferentes castas. Uma boa cerveja, que pode ser tanto uma I.P.A. como uma Trappiste, para abrir o paladar.

E na sequência, ou muitas vezes paralelamente, um belo Gin Tônica, cujas receitas consistem em uma taça de dois terços gelo, um terço um bom gin (Tanqueray ou Hendricks são as pratas da casa), uma tônica decente e cosméticos como limão siciliano, hibiscos e anis estrelado, que podem fazer a fresca diferença.

Mas ainda não é tudo.

Pensem ainda no pós-perfeito: para acompanhar, um pacote de amendoim japonês ou aqueles amendoins brancos de ovinhos.

Parem tudo e reflitam comigo: pensem num ambiente silencioso em que há à sua frente alguma poltrona confortável, com boa iluminação, um bom livro, algo como Sonny Rollins no som ambiente, um lápis a mão, uma I.P.A. e/ou um gin tônica e ainda por cima um pacote de amendoim japonês.

Daí para frente, amigos, são duas ou três horas do mais absoluto êxtase.


Claro que o cenário aqui sugerido é meramente ilustrativo e pode ser alterado a depender do gosto do freguês.