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"Sei lá, hoje eu acordei no mood máscara."

Atualizado: Mai 8


Sabe quando a pessoa tá na pilha de usar uma boa máscara cirúrgica?

Bolso estava.

Agora vai ser assim.

Um dia ele mostra a filha, no outro a máscara.

Animado com os números galopantes da Covid-19, o mito decidiu celebrar juntando a galera do empresariado-moleque e saindo pra dar um rolê, começando com um esquenta no salão do STF.

Foi doido, o bagulho.

Capita chegou e nem deixou o anfitrião falar.

Saiu contando, em segredinho, ao vivo para todo o Brasil, que ele tá muito a fim de sair assinando um monte de decreto sobre um monte de coisas nas quais ele não manda nada.

Lembram do negócio do fim da paciência?

Era nisso que ele estava pensando (ou o correlato na espécie dele).

De manhã, ainda no Palácio, alguém falou:

- Presidente, vou atualizá-lo sobre os números consolidados de ontem.

- Eu já disse que eu não sou coveiro, tá ok?

- Os números da indústria, presidente.

- Pode falar.

Foi quando ele teve a ideia genial de publicar um decreto que proíbe o coronavírus no Brasil.

É muito ruim para a economia esse negócio de ficar em casa para diminuir a contaminação e o número de mortos pela pandemia global.

Só o mito, perspicaz, notou esse paradoxo.

Ninguém mais no mundo sacou isso.

Ou então a cuestão da economia só é problema no Brasil - bem provável.

O fato é que, como comandante do Executivo do Brasil, ele tem que tomar decisões: essa foi outra revelação dele hoje, sempre disposto a nos esclarecer e iluminar.

Então ficou decidido: chega de Covid.

A paciência acabou pro bichinho chinês também.

Foi com esse espírito que Messias acordou esta manhã, vestiu a sua melhor máscara e trotou na direção do STF.

Ele queria avisar que o corona saiu de moda.

Que é só usar uma máscara style e deu.

De quebra, que ele também queria deixar o recado de que não aceita mais ver seus decretos, logo os dele, o chefe soberano, contestados por Tófolis, Barrosos ou Alexandres.

Se ainda sobrou medinho para algum Celso Mello, nada mau também.

Tudo, óbvio, deixando claro que ele respeita as instituições democráticas.

Desde que o Covid respeite a agenda política, econômica e ideológica do governo, oras bolas.

E assim o nosso visionário guia saiu decidido em sua caminhada.

Degustando aquele mágico momento em que a pessoa sente que o fracasso lhe subiu à cabeça.

E lá ficou, sem ser incomodado.






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