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Sobre o discurso de Bolsonaro na ONU


Melhorou.

Passou de desprezível para medíocre e mentiroso.


A participação do presidente Bolsonaro na ONU, cumprindo a tradição de ser o discurso de abertura da Assembleia Geral, melhorou se comparado com o do ano passado.


Naquele foram esquecíveis e inseguros 7 minutos. Nesse já foram 14 minutos, e o presidente mostrou-se mais confortável, já que foi gravado e sem audiência.


O conteúdo e a entrega do texto, no entanto, são desastrosos.

Envergonha o país o fato de seu representante maior ser tão limitado e até ingênuo em suas mentiras.

Bolsonaro não é, nem nunca será um estadista.

Não é articulado e chega até mesmo a apresentar uma certa dificuldade para ler o teleprompter.


O discurso pode ser dividido em 3 partes.


No primeiro terço, faz um relato sobre como agiu diante da pandemia. Alterna mentiras - como quando afirma que a justiça passou aos governadores o controle sobre o isolamento - com propaganda pessoal.

Ignora como ele próprio, sistematicamente, despreza o risco de contaminação e toma posse do mérito de distribuir dinheiro via assistência emergencial.

Culpa a imprensa por apoiar a quarentena.

Insiste numa fala que nada tem a ver com a Assembleia. Poderia estar num

palanque no interior. Não inspira, não fala do mundo e sim do próprio umbigo.

Nada tem a ver com a abertura de uma Assembleia da ONU.

O discurso segue citando tecnologias modernas a que o Brasil utiliza e aproveita para pedir tímida ajuda a “parceiros” de fora.