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Tosco na Toscana.

Atualizado: Ago 23

Uma vez, aniversário da Karin, eu e ela num 2 estrelas Michelin, na Itália, Toscana.

O hotel, onde ficava o restaurante que circundava o átrio descoberto, era um antigo convento: coisa linda.

Tudo espetacular.

A maître vem tirar os nossos pedidos.

Eu, feliz, confiante, aberto a novas experiências (sim, eu sou moderno e plural) e preguiçoso para entender do que se tratava um prato que ela não conseguia traduzir em nenhuma língua, peço pelo preço: o mais alto do cardápio, garantia de que não pode ser ruim.

Em pouco tempo chega o primeiro prato.

Um pequeno slice de foie gras quente (chaud, como dizem os franceses quando servem a iguaria cozida na hora) com algum mel, ou geléia adocicada, que não estava mal.

Óbvio que, como entrada, era um quase nada para, como diz um finíssimo gourmand recém retornado aos Impostores, "fazer bosta".

Tomo mais vinho, converso, ataco um pequeno pãozinho e chegam os nossos pedidos principais.

Karin está feliz com o dela, bonito, aromático, apetitoso.

O meu, levo à boca, já desconfiando da aparência e da textura.

E confirmo meu temor: dobradinha.

Saí do Brasil para comer dobradinha, em Siena.

Quase vomito, desculpem os sensíveis se os nauseio.

Mas se há algo que não como é dobradinha. É ruim em qualquer língua.

Principalmente na minha.

Peço mais pão e manteiga e pago, faminto, o 2 estrelas toscano.

Nota: o pão era aquele, bem italiano, preto e bem duro.

Não gosto.

Não, não tem outro.

Mas a manteiga...

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