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Um estudo sociológico sobre o fígado. Ou o fígado sofre calado.

Atualizado: 16 de Dez de 2020


Não me lembro do nome da escritora americana que ficou impressionada em como os brasileiros sofrem do fígado.

Verdade.

O fígado é nosso ponto fraco. Como bem observou o prof. Luis Caetano da Silva, da Universidade de São Paulo, no seu imperdível livro “O fígado sofre calado”, essa glândula leva a culpa de todos os exageros que cometemos na vida.

Bocejos, dificuldade de digestão, preguiça, sonolência, vômitos, convulsões, ansiedade, paranoia, arrotos, intestino preso, intestino solto, taquicardia, bolhas, frieiras, sudorese, mau hálito, coceira na virilha, impotência, dores abdominais, crescimento de pelos em locais inusitados, dores de cabeça, seborreia, mau humor e outros males são atribuídos ao fígado.

Marceneiros, em especial, atrasam a entrega do trabalho por problemas no fígado. Pintores não aparecem na sua casa pelo mesmo motivo. Criativos escapam dos jobs mais complicados. Políticos não aparecem nas votações. Taxistas dormitam nos carros. Garçons se escoram nas paredes. Funcionários vivem de licença. Arquitetos desperdiçam espaços. Advogados perdem prazos.

E taca-lhe hepatina, efervescentes, picão preto, ribarina, xantinon, naxolone, cenoura crua, dente de leão, boldo, tamarindo, suco de limão, gin puro.

Em verdade, alguns analistas dizem que se Hitler, Stalin, Robespierre, Jango Goulart, Costa e Silva, o Estrangulador de Boston, Lula, José Serra, Dilma, Cabral, Cuca, Temer, o Bandido da Luz Vermelha e outros tivessem tratado do fígado, a história do mundo seria diferente. Seria bom Bolsonaro começar um tratamento urgente.


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