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Um país que mata seus filhos.

Atualizado: 21 de Mai de 2020

1.179 mortes em um dia.

18 mil no total.

Já estamos no pódio entre os três primeiros colocados no mundo em número de contaminados.

Entramos para o G5 dos países que passaram de mil mortes em uma só jornada.

O sexto em número de mortos.

Enquanto isso, ministros da Saúde vão virando estatística também.

Já estamos no terceiro, desde que começamos a encarar a pior pandemia dos últimos 100 anos.

Um nem gastou a cadeira, ou entendeu o que faz um ministro da Saúde.

Agora temos um interino.

Um troglodita do Exército.

A perfeita representação da falta de delicadeza que caracteriza o tratamento que este governo esdrúxulo dispensa aos seus cidadãos. Pelo menos isso: não tem mais disfarce.

Médicos são doces, desejavelmente humanos.

Militares são oposto.

São treinados para não pensarem, não se emocionarem, não se deixarem abater com as perdas que perecem pelo caminho.

A chegada de um rambo, justo agora, deixa patente o quanto desistimos do conhecimento capaz de diminuir o risco do nosso iminente desastre humanitário.

Trocamos a sabedoria pela força bruta - para carregar os corpos que vão se acumular ainda mais pelo caminho.

Hoje, o Ministro do Exército da Saúde nomeou nove assistentes para o Ministério.

Todos igualmente militares.

É uma guerra, já diziam na TV.

E essa gente indecente outra vez reduz sua compreensão à literalidade. Talvez nem isso.

Fosse um campo de batalha de uma guerra de fato, haveria mais médicos verdadeiros para receber e tratar os feridos.

E haveria mais respeito à vida, certamente.